Muitas vezes, pessoas muito próximas à gente, acham ou pensam que somos cegos, imbecis ou idiotas. No meu caso especificamente, seria um tremendo desastre imaginar que eu seria esse tipo de pessoa cega, imbecil ou idiota. Eu me faço assim, quando me interessa, mas continuo ali, uma fera espreitando a presa. Isso traz algumas coisas curiosas, atitudes curiosas e constatações curiosas. Fica um certo jogo de gato e rato meio bobo, porque acaba perdendo a graça com o tempo e me pego em atitudes bem blasés, assim como o outro. O outro pode ser seu chefe, seu par, ou qualquer outro ser.
É claro que qualquer tipo de situação, que se possa imaginar, poderia ser bem mais divertida do que o jogo de enganar o outro. Você finge que está bem e feliz, e eu acredito. Eu finjo que não vejo, que está tudo bem e você acredita, ou também finge que acredita. Essas coisas seriam mais divertidas, se evoluíssem para um jogo sedutor, charmoso, com um objetivo bom.
Perde-se muito tempo, tentando fazer a bandeira do tempo não passar, ou passar rápido demais. Dá-se a largada a qualquer tempo e a velocidade pode ser o grande ponto de partida ou de chegada.
As vezes me acho um poço de arrogância, e até complacente, dando chances de pessoas que eu amo, enxergarem as coisas com os meus olhos.Ou uma tremenda cretina achando que as pessoas que eu amo, vêem o mundo com as minhas cores.
Eu prefiro ver a cores do que em preto e branco. E se não houver cor? Eu pinto!
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